Ação Cidadania e Gestão Ambiental: Abril 2011

Semana Nacional da Caatinga começa hoje

on segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Caatinga ocupa uma área de cerca de 850 mil km², 11% do Brasil. 70% da população do Ceará vive na região

A Capital cearense se transforma, durante seis dias, no centro das discussões sobre a caatinga. Com a tão anunciada presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, será aberta hoje a Semana Nacional do Bioma Caatinga, às 15h, na Assembleia Legislativa do Estado. Até sábado (30), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) promove atividades, em Fortaleza e em Brasília, para divulgar e discutir este que é o único bioma exclusivo do Brasil - e o menos conhecido e protegido do País.

Na abertura da Semana, será entregue a Comenda Asa Branca e a Medalha Ambientalista Joaquim Feitosa, em alusão ao Dia Nacional da Caatinga comemorado em 28 de abril.
A cada ano, por lei, a medalha homenageia uma pessoa física ou jurídica, alternadamente. Este ano será a vez da pessoa física. No fim da tarde de hoje, às 17h30, Izabella Teixeira participa da abertura da exposição fotográfica sobre a caatinga, no Hotel Oásis Atlântico.

Em seguida, a ministra do MMA debate os obstáculos ao desenvolvimento sustentável do Ceará, às 19h, no 7º Fórum CIC de Debates, no auditório Waldyr Diogo, na Federação das Indústrias (Fiec). Durante a semana, o hotel Oásis Atlântico sediará as discussões sobre experiências exitosas no bioma.
Patrimônio nacional

A Caatinga ocupa uma área de cerca de 850 mil km², equivalente a 11% do Brasil. O único bioma exclusivamente brasileiro engloba Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais.

Rico em biodiversidade, a "mata branca" sofre com o desmatamento. Segundo levantamento do MMA, 45% do território está desmatado. Um dos motivos é a extração ilegal de madeira para a energia.

E a devastação do bioma estará no centro do debate na audiência pública em comemoração ao Dia da Caatinga, na quinta-feira (28/04), às 9h, no plenário 8 da Câmara dos Deputados, em Brasília. Representantes do MMA, parlamentares e ONGs vão discutir a implementação de instrumentos para o controle do desmatamento da caatinga.

A audiência será marcada pela defesa da aprovação, no Congresso Nacional, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que transforma a Caatinga e o Cerrado em patrimônios nacionais. À tarde, no Palácio do Planalto, haverá solenidade de assinatura, pela presidenta Dilma Rousseff, dos decretos do programa Caatinga Sustentável e da Comissão Executiva do PP da Caatinga.

Das 68 cidades do interior do Estado cearense, contempladas com o projeto Mata Branca, que busca desenvolver e preservar o bioma caatinga, em seis delas a programação da Semana da Caatinga será extensa: Crateús, Independência, Novo Oriente, Parambu, Quiterianópolis e Tauá. Nos demais municípios, onde, também o Projeto atua haverá atividades na semana.

CAUSAS

45% do território da Caatinga está desmatado, segundo levantamento feito pelo Ministério do Meio Ambiente. Tendo como principal causa a extração ilegal de madeira.


Fonte: Diário do Nordeste - SAMIRA DE CASTRO
25.04.2011

Escolas municipais encerram projetos em Tavares/PB

on quarta-feira, 20 de abril de 2011

A cidade de Tavares/PB conta com uma escola municipal na cede e outras espalhadas entre povoados e sitios, as mesmas tem como secretária a senhora Marlene Bezerra nomeada pelo prefeito José Severiano de Paulo Bezerra da Silva o atual gestor da cidade.

Teve inicio a semana passada dia 11 de Abril projetos que tem por finalidade trabalhar a interdisciplinaridade entre os conteúdos escolares, as disciplinas e o relacionamento professor-aluno e a sociedade em geral, pois o que está realmente em conta é mostrar que a escola juntamente com a comunidade pode ajudar na formação de crianças e adolescentes como cidadãos conscientes e criticos.

Hoje todas  as escolas que trabalharam algum projeto terminaram esse momento educativo trago para informação de vocês leitores a escola do povoado Jurema que trabalhou com seus alunos uma semana educativa sobre a campanha da fraternidade e o meio ambiente, já a escola cede da cidade trabalhou com as crianças sobre a páscoa.

Tive o apoio de todos os funcionários das duas referidas escolas, e agradeço a todos pela paciência, empenho com seus alunos, e principalmente a vontade de repassar aquilo que sabem por parte dos professores, deixo a todos imagens que demontram o que estou escrevendo e garanto que assim como  me diverti, todos os que participaram desses momentos se divertiram muito mais.

BACKSTAGE ( BASTIDORES)

Escola Municipal de Ensino Infantil Fundamental Médio Normal Padre Tavares (cede):

 Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental
 Maria Ámelia da Conceição (povoado Jurema)



Campanha da Fraternidade x Semana Santa

on domingo, 17 de abril de 2011

A campanha da fraternidade teve seu fim decretado hoje domingo de ramos, mas volto a recordar palavras de antigas postagens para dizer que a campanha acabou, mas nossa atitude como cidadãos não, devemos ser persistentes e demonstrar que durante esse periodo de quarenta dias alguma coisa mudou em nossa rotina, e que aprendemos um  pouco mais sobre o nosso planeta, as transformações que o mesmo está vivendo e nossa relação como seres integrados ao mesmo.

Porém teve inicio no dia de hoje a semana santa que como a Quaresma é um tempo que a igreja traz para os cristãos e todos aqueles que tem alguma afinidade religiosa para refletir.

Deixo-vós porém  uma frase dita pelo leitor Renato Pereira onde o mesmo diz "Que nesta semana santa possamos morrer para o mal e renascer para o bem", aindo lembro que a campanha da fraternidade acabou, mas o tema meio ambiente e tudo o que está relacionado a ele continua em ação, que não nos esqueçamos que o mesmo está correndo perigo e que somente nós seres humanos podemos ajudá-lo.

Procure saber qual a programação da semana santa da sua cidade e participe deste momento de amor, esperança, adoração, louvor e principalmente reflexão.

Espero você sempre aqui nos ajudando a fazer história, valeu e até a próxima !!!!!

Dia Nacional da Conservação do Solo

on sexta-feira, 15 de abril de 2011

Você sabia que no dia 15 de abril é comemorado oficialmente o Dia Nacional da Conservação do Solo? Você sabia que esta data é instituída por uma lei federal?

LEI Nº 7.876, DE 13 DE NOVEMBRO DE 1989


Institui o Dia Nacional da Conservação do Solo a ser comemorado, em todo o
País, no dia 15 de abril de cada ano.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu
sanciono a seguinte Lei:


Art. 1º Fica instituído o Dia Nacional da Conservação do Solo a ser
comemorado, em todo o País, no dia 15 de abril de cada ano.
Art. 2º O Poder Executivo tomará as medidas à execução desta lei.
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário.


Brasília, 13 de novembro de 1989
168º da Independência e 101º da República.
JOSÉ SARNEY
Halley Margon Vaz

VAMOS APRENDER UM POUCO SOBRE O SOLO !!!


O que é o solo?


O solo, também chamado terra, tem grande importância na vida de todos os seres vivos do nosso planeta, assim como o ar, a água, o fogo e o vento. É do solo que retiramos parte dos nossos alimentos e que sobre ele, na maioria das vezes,  construímos as nossas casas. Visão cientifica:
O solo é a camada superficial constituída de partículas minerais e orgânicas, distribuídas em horizontes de profundidade variável, resultante da ação conjunta de agentes intempéricos sobre as rochas e a adaptação destas às condições de equilíbrio do meio em que se encontram expostas, geralmente diferentes daquele que condicionou sua gênese apresentando variabilidade espacial. No caso de solos aluviais, essa variabilidade torna-se mais intensa, por serem formados por partículas de diversas gêneses sedimentadas aleatoriamente ao longo da superfície de uma determinada área.

Qual a composição do solo?


O solo ou terra como também é chamado, é composto de quatro partes, a saber:  ar;
água;
matéria orgânica (restos de pequenos animais e plantas); e
parte mineral que veio da alteração das rochas, ou seja a areia da praia, o  barro que gruda no sapato e o limo que faz as crianças escorregarem.
 
Estes quatro componentes do solo se encontram misturados uns aos outros. A matéria orgânica está misturada com a parte mineral e com a água.  Como os seres vivos ajudam na formação dos solos?
Logo que a rocha é alterada e é formado o material mais ou menos solto e macio, os seres vivos animais e vegetais, como insetos, minhocas, plantas e muitos outros, assim como o próprio homem, passam a ajudar no desenvolvimento do solo.
Eles atuam misturando a matéria orgânica (restos de vegetais e de animais mortos) com o material solto e macio em que se transformou a rocha. Esta mistura faz com que o material que veio do desgaste das rochas forneça alimentos a todas as plantas que vivem no nosso planeta.
Além disso os seres vivos quando morrem também vão sendo misturados com o material macio e solto, formando o verdadeiro solo.
Deste modo o solo é representado pela seguinte expressão:


E o ar do solo onde ele está?


Dentro do solo existem pequenos buraquinhos, que chamamos de poros do solo, onde fica guardada a água e  o ar que as raízes das plantas e os outros organismos necessitam para beber e respirar. 
 
 
JÁ IMAGINARAM O NOSSO PLANETA SEM O SOLO?





 *Quer conhecer um pouco mais sobre o solo, pesquise no site da Embrapa, eles tem pesquisas muito boas na área e principalmente no desenvolvimento da agricultura.Saibam que é muito importante conhecer, pois o solo é um dos elementos primordiais para o equilibrio do planeta.

Filhos da Páscoa

on quinta-feira, 14 de abril de 2011

Da esperança, a dor; o sentido oculto que move os pés; o desejo incontido de ver as estradas se transformando, aos poucos, em chegadas rebordadas de alegrias.

Ir; um ir sem tréguas, senão as poucas pausas dos descansos virtuosos que nos devolvem a nós mesmos. Idas que não findam e que não esgotam os destinos a serem desbravados. Passagens; páscoas e deslocamentos.

Eu vou. Vou sempre porque não sei ficar. Vou na mesma mística que envolveu os meus pais na fé, os antepassados que viram antes de mim. Vou envolvido pela morfologia da esperança; este lugar simples, prometido por Deus, e que os escritores sagrados chamam de Terra Prometida. Eu quero.

O lugar sugere saciedade e descanso. Sugere ausência de correntes e cativeiros...

Ainda que o caminho seja longo, dele não desisto. Insisto na visão antecipada de seus vislumbres para que o mar não me assuste na hora da travessia. Aquele que sabe antecipar o sabor da vitória, pela força de seu muito querer, certamente terá mais facilidade de enfrentar o momento da luta.

O povo marchava nutrido pela promessa. A terra seria linda. Nela não haveria escravidão. Poderiam desembrulhar as suas cítaras; poderiam cantar os seus cantos; poderiam declamar os seus poemas. A terra prometida seria o lugar da liberdade...

Mas antes dela, o processo. Deus não poderia contradizer a ordem da vida. Uma flor só chega a ser flor depois que viveu o duro processo de morrer para suas antigas condições. O novo nasce é da morte. Caso contrário Deus estaria privando o seu povo de aprender a beleza do significado da páscoa. Nenhuma passagem pode ser sem esforço. É no muito penar que alcançamos o outro lado do rio; o outro lado do mar...

E assim o foi. O desatino das inseguranças não fez barreira às esperanças de quem ia. O mar vermelho não foi capaz de amedrontar os desejantes da Terra, os filhos da promessa. Pés enxutos e corações molhados, homens e mulheres deitaram suas trouxas no chão; choraram o doce choro da vitória, e construíram de forma bela e convincente o significado do que hoje também celebramos.

A vida cresceu generosa. O significado também.
Ainda hoje somos homens e mulheres de passagens; somos filhos da Páscoa.

Os mares existem; os cativeiros também. As ameaças são inúmeras. Mas haverá sempre uma esperança a nos dominar; um sentido oculto que não nos deixa parar; uma terra prometida que nos motiva dizer: Eu não vou desistir!
E assim seguimos. Juntos. Mesmo que não estejamos na mira dos olhos.

O importante é saber, que em algum lugar deste grande mar de ameaças, de alguma forma estamos em travessia...


Fonte: http://www.fabiodemelo.com.br

SENAD lança concurso nacional sobre as drogas ...

on quarta-feira, 13 de abril de 2011


21 de março de 2011 - A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), do Ministério da Justiça, está promovendo o XII Concurso Nacional de Cartazes, direcionado a estudantes do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental, o I Concurso Nacional de Vídeo, direcionado a estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e Ensino Médio, o  IX Concurso Nacional de Fotografia e o  IX Concurso Nacional de Jingles. Este ano os concursos têm como tema " Arte e Cultura na prevenção do uso de crack e outras drogas".

Além dos concursos acima, a SENAD, em parceria com o Centro de Integração Empresa/Escola - CIEE, lança também o  X Concurso de Monografia para Estudantes Universitários, com o tema A Intersetorialidade como Estratégia de Enfrentamento ao Crack.

Os trabalhos deverão ser postados até 25 de abril de 2011. Os concursos têm como objetivo incentivar a participação dos diferentes níveis estudantis em atividades culturais de valorização da vida e estimular a mobilização e o engajamento da sociedade nas atividades relacionadas à prevenção do uso de drogas.

Realizados anualmente, os concursos nacionais mostram a percepção que a sociedade tem sobre a importância das ações de prevenção do uso de drogas, por meio de ampla participação de crianças, adolescentes, jovens e adultos.

Para mais informações acesse o site www.obid.senad.gov.br , e conheça o regulamento do concurso, agora é só discutir o assunto "porque droga é um assunto que não dá para deixar passar em branco" e boa sorte a quem se interessar pelo concurso...

 








Seminário discute situação do Rio Pajeú

on quinta-feira, 7 de abril de 2011


Entidades sertanejas realizarão o primeiro Seminário Em Defesa do Rio Pajeú, com o tema “A Vida do Rio Pajeú e de seus riachos está em nossas mãos”, nesta sexta-feira (08/04), a partir das 08h, no Hotel São Cristóvão na cidade de Serra Talhada, no Sertão do Estado. O evento é organizado pela Caravana do Rio Pajeú.

A Caravana do Rio do Pajeú é formada pelo Centro de Educação Comunitária Rural (CECOR), Diocese de Afogados da Ingazeira, Movimentos de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Sertão Central, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape) e Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pajeú. A organização do Seminário espera um público de 200 pessoas, entre representantes de movimentos sociais e organizações, universitários, professores, prefeitos, vereadores, religiosos, trabalhadores rurais e promotores públicos.

A presidenta do CECOR, Vanete Almeida, espera que o Seminário chame atenção da população e construa propostas mais concretas voltadas para a revitalização do Rio Pajeú. “Nosso objetivo é sensibilizar e denunciar às comunidades e autoridades do território sobre a situação do Rio e mobilizar a sociedade civil para discutir e propor ações imediatas às autoridades”, enfatiza.

Durante um dia sociedade civil e poder público vão discutir a situação do Rio Pajeú e propor prioridades e compromissos com o Rio. Pela manhã, o Seminário abordará quatro painéis “O Rio Pajeú e seu processo Histórico”, “Impactos da degradação de um rio”, “O Olhar do Poder Público para o Rio Pajeú” e “Os comitês de bacias”. Respectivamente, os palestrantes desses eixos temáticos são o historiador e professor da Faculdade de Formação de Professores de Serra Talhada, Alberto Rodrigues, professor e doutor em Engenharia Agrônoma da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Genival Barros, prefeito de Afogados da Ingazeira e Coordenador do Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú, Totonho Valadares, e ambientalista e geógrafo, Homem bom Magalhães.

À tarde, os participantes do Seminário irão construir propostas e encaminhamentos de ações e indicativos para um plano de ação voltado para a revitalização do Rio Pajeú. Ainda terá uma explanação sobre a legislação da água com o promotor de justiça, Lúcio Luiz de Almeida.

Na programação, ainda vai ter apresentações culturais com violeiros da região e do grupo de teatro de rua “As Loucas de Pedra Lilás, da cidade do Recife.



Fonte do texto: http://blig.ig.com.br/tabirahoje


*Veja fotos do Rio Pajeú tirada na cidade de Flores/PE  pelos alunos de gestão ambiental  2010.1 dao IFPB da cidade de Princesa Isabel no dia 23/11/10. Pois a situação de descaso no rio continua a mesma.





Juventude em Ação ...

on terça-feira, 5 de abril de 2011


Se reuniram hoje dia 05 de Abril, os coordenadores da pastoral da juventude da cidade de Tavares no salão paroquial, o grupo é composto de pessoas da cede, dos povoados e sitios.

A principio foi debatido o texto " passagem" de Gabriel Chalita, que está impresso na revista canção nova da edição de Abril de 2011, o mesmo traz uma reflexão á cerca da páscoa, com a seguinte frase:

" Páscoa é passsagem.
Passagem da escuridão para a libertação.
Passagem da morte para a vida."

No encontro foi delimitado o tema e o sub tema e ainda  foi planejado todo o evento da páscoa da juventude que acontecerá dia 22 de Maio, com programação ainda a ser divulgada, então não fique de fora dessa, fique aguardando que logo será divulgada a programação desse grande evento religioso na cidade de Tavares.

Para maiores contatos com a diocese de  Patos: 
pjbairrojose@hotmail.com 
juventudepatos@hotmail.com.


Mas se você quer interagir com o EJC ou com a pastoral da juventude da cidade acesse: 
elayneplaymusic@hotmail.com,
elayneplaymusic@gmail.com,
ivaldileneferreira@hotmail.com 
ou simplismente fique de olho no blog que atualizaremos tudo o que você quer e precisa saber.


Valeu e até a próxima !!!!!!

Produtores rurais protestam em Brasilia

Milhares de produtores rurais fizeram manifestação, nesta terça-feira (05), em Brasília, pela aprovação imediata do projeto que altera o Código Florestal Brasileiro.

Toque de berrante, bois no gramado da Esplanada dos Ministérios. O projeto que muda o Código Florestal Brasileiro já foi aprovado por uma comissão especial da Câmara dos Deputados.

“É preciso encontrar um caminho que concilie a preservação do meio ambiente com a produção e a agricultura”, explica o relator do projeto, Aldo Rebelo.

Alguns pontos geraram muita polêmica: pequenas propriedades não seriam mais obrigadas a manter a chamada reserva legal, que é o pedaço da propriedade que não pode ser desmatado. A faixa mínima de proteção nas margens de rios de até cinco metros de largura cairia de trinta para quinze metros. Nos rios maiores, a faixa de proteção seria estabelecida de acordo com a largura do rio. E todas as multas aplicadas a quem desmatou até 2008 seriam perdoadas.

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) apóia o projeto porque considera que o atual modelo inviabiliza a produção: “Não estamos aqui pedindo a ninguém nem a nada para desmatar alguma coisa. Nós queremos apenas legalizar esse patrimônio que são dos produtores rurais são do Brasil”, diz Kátia Abreu, presidente da CNA.

Já os ambientalistas acham a proposta não garante proteção suficiente ao meio ambiente: “A reforma do Código Florestal deveria privilegiar a instituição de vantagens e benefícios aos produtores pra que as florestas nas margens dos rios e outras áreas de risco fossem conservadas”, diz o coordenador do Instituto Sócioambiental, Márcio Santilli.

Apesar da pressão pela votação rápida do projeto, a ministra do Meio Ambiente, Isabela Teixeira, deixou claro que o governo prefere esperar um pouco até que se chegue a um consenso entre todos os setores envolvidos: “Nossa vontade aqui no Ministério do Meio Ambiente é ter regras claras, favorecer aqueles que são da agricultura de interesse social e agricultura familiar. E não queremos também deixar ninguém na irregularidade”, explica a ministra. 

Câmara não resolve impasses sobre Código Florestal 
 
Ficou para a semana que vem a decisão sobre o texto do Código Florestal que deve ser enviado ao plenário da Câmara dos Deputados. Nesta terça-feira, o grupo de trabalho que analisa a proposta apenas aprovou, de forma simbólica, as 55 notas técnicas sugeridas por entidades de classe, partidos políticos e pelo governo. Mas não iniciou a fase mais difícil: a depuração daquilo que vai ser aproveitado e encaminhado a plenário.

Dois deputados foram escalados para esta tarefa: Paulo Piau (PMDB-MG), representando os ruralistas, e Ivan Valente (PSOL-SP), pelos ambientalistas. O deputado Reinhold Stephanes (PMDB-PR), que também integra o grupo de trabalho, acha que a escolha de Valente para representar os ambientalistas foi uma tentativa de atrasar o a tramitação do projeto: "Eles não querem discutir os pontos de divergência. É só procastinação", afirma.


Valente rebate. Diz que busca um consenso e promete apresentar soluções de acordo: "Agora, se trata de compilar e ir situando onde estão as divergências", diz. Mas ninguém acredita que os dois lados cheguem a consensos sobre itens que estão em aberto há mais de uma década desde o início da discussão sobre o tema.


Apesar do clima de impasse, o presidente da Câmara de Negociação, deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), acredita que os trabalhos vão mesmo se encerrar na próxima terça-feira, quando o grupo volta a se reunir para consolidar o texto que será enviado a plenário. A tendência é que os parlamentares não fechem questão sobre os pontos de atrito e deixem a resolução do problema para o plenário, onde os ruralistas têm mais votos.


Entraves - São cerca de 30 os itens que causam discordância entre os dois lados da discussão. As controvérsias podem ser resumidas em três grandes temas: um deles é a reserva legal - percentual de mata nativa que deve ser mantido em uma propriedade rural. A exigência legal varia de 20% a 80%, de acordo com a região. Mas o texto de Aldo Rebelo isenta dessa obrigação pequenos proprietários, que possuem até quatro módulos rurais.


Aldo Rebelo (PC do B-SP) ainda cogita alterar pelo menos mais um item controverso da proposta: ele diz que pode atender um pedido da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e reduzir de 15 para 7,5 metros a faixa de mata a ser preservada às margens de pequenos cursos d'água. Mas a sugestão do relator não encontra grande simpatia entre os colegas.


A anistia a desmatadores também continua causado discussões. O texto de Rebelo garante o perdão àqueles que derrubaram trechos da reserva legal até julho de 2008, quando entrou em vigor um decreto regulamentando o tema. Ambientalistas são contra a medida.
Adiamento - O governo, que tem mantido certa distância dos debates sobre o Código Florestal no Congresso, sinalizou nesta terça-feira que pode prorrogar o decreto que regulamente a Lei de Crimes Ambientais e, consequentemente, permitir a prorrogação do debate sobre o Código.

Os ruralistas reclamam: dizem que, mesmo com o decreto em vigor, as multas não pararam de ser aplicadas. Por isso, alegam, é importante que o projeto do novo Código Florestal seja votado de forma imediata.

Agricultores afirmam que a legislação atual cria situações esdrúxulas. Rogério Tokarski, produtor rural em Serra Nova Dourada (MT), acumula 1,7 milhão em multas a pagar porque sua propriedade não possui o percentual mínimo de vegetação nativa.


Acontece que a mata foi derrubada há quase quatro décadas, antes da criação da exigência legal. "Eles estão contra o tempo", diz o agricultor, que veio a Brasília pedir a aprovação do novo Código Florestal.

Fonte: site do jornal Nacional e site da Veja.

Código Florestal em perigo



Brasília resolve anular relatório de crime contra a humanidade



Leia a primeira parte: "A Turma da Mônica está de luto"



Há um alento. Uma esperança de consciência e racionalidade se esboçando pelos lados de Brasília.

Os líderes dos partidos da Câmara dos Deputados, que há dias se descuidaram e permitiram que somente partidários da devastação das florestas votassem o relatório alterando o Código Florestal, concluíram que a votação da monstruosidade no próximo dia 24 "seria muito perigosa".

Talvez não contassem com a mobilização espontânea da opinião pública contra a tentativa de desertificação do país.

Agora propõem a anulação do incrível relatório (que, apesar de anulado, vai se constituir numa mancha indelével na nossa história política) e a reedição da medida provisória que, desde há alguns anos, mantém (legalmente) a proteção de 80% das florestas da Amazônia e 50% do cerrado.

Segundo consta, a base das alterações será a proposta apresentada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), exaustivamente discutida com vários setores da sociedade... e jogada no lixo quando da última discussão da comissão mista (?) que ameaçou a sobrevivência das florestas. Mas os mesmos "elementos" que votaram a alteração monstruosa do código continuam ativos, os mesmos líderes partidários que, " no mínimo", se alienaram da causa da proteção ambiental, continuam a perambular pelos corredores do congresso no embalo de interesses políticos.

E como dizia minha avó: "cesteiro que faz um cesto, faz um cento".

Devemos continuar atentos, vigilantes...

Uma câmara que permitiu essa ameaça tem que ser acompanhada de perto.

Afinal, fomos nós que indicamos os deputados e senadores que lá estão e que agora se distraem ou se alienam das causas que dizem respeito à nossa sobrevivência e soberania.

São nossos representantes... enquanto nos representarem realmente.

Vamos acompanhar o desenvolvimento das conversações, alterações, sugestões ligadas ao Código Florestal e vamos, também, nos colocar lado a lado, e ao lado da mesa de cada deputado, de cada senador, para que leis, decretos, medidas provisórias contem com nossa participação e concordância. Democraticamente.


*Se você tem sob sua guarda e responsabilidade uma ou mais crianças ameaçadas pela destruição do meio ambiente, informe-se de como pode participar da mobilização em favor da defesa e conservação das florestas, dos rios, da atmosfera.

E explique a essas crianças, numa linguagem acessível e carinhosa, que estamos, todos, lutando para que elas tenham uma qualidade de vida melhor, mais decente, quando se tornarem adultas.


Fonte: http://www.monica.com.br/mauricio/cronicas/cron194.htm e  you tube.


Conheça o novo Código Florestal brasileiro

on domingo, 3 de abril de 2011



Segundo especialistas o novo código florestal é um perigo ...

As explicações que estão sendo alvo de polêmicas, é que o mesmo vai acabar com as matas ciliares e secar os rios.

O video a cima mostra uma reportagem feita com o deputado Aldo Rabelo o relator do novo código florestal.

É uma grande oportunidade para vocês saberem sobre um assunto que está causando tanta polêmica em todos os jornais, web sites, revistas e principalmente entre profissionais da área ambiental.




Agora é sua vez se informe sobre essa mudança , dê sua opinião e não deixe que acabem com um direito que é nosso, o direito a natureza e a água. Faça parte desse manifesto ...

Atafona: a cidade que está sendo engolida pelo mar

on sexta-feira, 1 de abril de 2011



Atafona, pacato distrito de São João da Barra, município do norte-fluminense, a 314 quilômetros do Rio de Janeiro, não sofreu o efeito devastador de um tsunami – como o que destruiu o nordeste do Japão no início de março. Mas as comparações são inevitáveis. O mar avança sobre a cidade desde os anos 70 e vem destruindo ruas inteiras.

“As primeiras observações do processo erosivo foram há 40 anos. O problema foi se intensificando com a falta de pressão do volume de água do rio Paraíba do Sul, que corta a cidade a caminho do mar”, explica André Pinto, assessor de Planejamento e de Gestão Ambiental da prefeitura de São João da Barra. André também é guia de turismo, ciceroneando grupos de cientistas, estudantes e outros interessados em ver de perto as ruínas do que um dia foi o litoral de Atafona.

Com 30 mil moradores, a localidade, incluindo São João da Barra, tem um território de 432 quilômetros quadrados. A principal atividade econômica da região é a pesca. Mas o turismo tem “animado” os moradores. É cada vez maior o número de pessoas que procuram o lugar para conhecer de perto a ação da natureza na vida cotidiana da comunidade.

Segundo André, o distrito tem características peculiares que fazem com que ali sejam sentidas estas transformações mais drásticas. “A forte dinâmica das correntes marinhas, a formação geológica e por ser o ponto de tensão dos ventos vindos do nordeste, além da construção irregular nas faixas do rio e do mar, fazem com que Atafona viva este problema com tanta intensidade”, enumera o assessor de Gestão Ambiental.

A cidade tem cerca de cem casas notificadas pela Defesa Civil. “Uma parceria do Ministério Público estadual, Corpo de Bombeiros, Prefeitura e Defesa Civil permitiu que se agisse com eficiência, a partir de 2008. Devido ao avanço do mar, das ruínas da caixa d’agua da Cedae à foz do rio Paraíba do Sul, são diversas casas interditadas. A maioria delas, é bom frisar, é de veraneio”, explica Felício Medeiros, chefe da Defesa Civil municipal.


Ruínas como ponto turístico

Conhecida como o “hotel do Julinho”, a ruína mais impactante da praia de Atafona virou ponto turístico. Construído pelo empresário Júlio Ferreira da Silva em 1973, o empreendimento também foi uma mercearia.

O jornalista João Noronha, no livro “Uma Dama Chamada Atafona”, descreve o prédio como “o primeiro supermercado da cidade, dotado de bar, padaria e lanchonete”. Na parte superior, foram construídos 48 apartamentos com suítes em três andares. O prédio veio abaixo em abril de 2008, numa nova aproximação do mar. Ninguém se feriu. Meses antes a Defesa Civil Municipal havia interditado o local.

Os moradores mais antigos contam que, desde os anos 70, o mar avançou sobre cinco ruas, totalizando cerca de 500 casas. Isso equivale, pelos cálculos da prefeitura, a 40 campos de futebol. “O mar avança cerca de três metros por ano”, diz André Pinto. Tanto que o mar é proibido para o banho devido à presença de vergalhões e restos de construções escondidas sob as águas barrentas. A cor, aliás, em nada tem a ver com poluição – é pela vizinhança com o rio.

Ainda assim, surfistas se arriscam nas ondas do mar. Joedson Rosa da Silva diz não ter medo. “Já vi gente se machucando. Mas a água bate com força onde tem resto de construção, daí dá para ter uma noção de onde não se pode ir”, afirma.

Uma placa explicando o que acontece no litoral da cidade dá as informações para turistas que queiram se aprofundar no assunto. Detalhe: os textos são bilíngues, já se prevendo o interesse internacional.


Fim do mundo

Os destroços do que um dia foi parte da cidade hoje servem de fachadas para que igrejas profetizem o apocalipse. “Atafona é a primeira cidade a ver a chegada do fim do mundo”, diz Zélia Souza, que trabalha em um bar em frente à praia. O que sobrou do “hotel do Julinho” tem inscrições como “Jesus está vivo”, “Apocalipse – lembra-te do dia de sábado para o santificar”.

É em frente a uma dessas inscrições que um grupo de turistas, munidos de máquinas fotográficas, faz pose. Carmem Faria e Raquel Cansado estão na cidade pela segunda vez. “É impactante e ao mesmo tempo triste, desolador. Voltamos cinco anos depois para ver como o mar não para de avançar. Da última vez o hotel ainda estava de pé”, conta Carmem. “Só Deus para impedir que se repita aqui o que aconteceu no Japão”, completa Raquel, sem saber que as ondas no outro lado do mundo foram ocasionadas por choques nas placas tectônicas.

O tom apocalíptico também está na conversa com moradores mais antigos. No começo de fevereiro foi realizada a procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, que percorreu a cidade até a praia de Atafona. Muitos creem que isso fez com que o mar recuasse alguns metros.

Para os técnicos, porém, a explicação é outra. Este recuo faz parte do processo erosivo. Desde 2008, tem se percebido este fenômeno inverso na cidade. O mar tem recuado, devolvendo faixas de areia que estavam submersas. Para o técnico ambiental Luis Henrique Araújo, que perdeu sua casa na última forte ressaca, isso não permite que a população se anime. “O mar recua e depois volta ainda mais forte. Não se pode construir novamente onde ele destruiu. São movimentos imprevisíveis”, diz.

Soluções para o êxodo

Nos últimos anos, várias soluções têm sido discutidas para tentar conter o avanço do mar. O professor Paulo Cesar Rosman, do Programa de Engenharia Oceânica da UFRJ, não descarta a construção de obras de engenharia costeira para proteger as propriedades ameaçadas, como quebra-mares e muros. Mas ressalta o alto custo e a possível ineficiência a longo prazo. “Seria bem mais econômico para o poder público desapropriar a região sob ataque das ondas que construir obras de proteção costeira. A área seria renaturalizada e viraria um parque com praia”, afirma.

Vários moradores já deixaram suas casas. São diversas propriedades com placas de “vende-se”. Michele de Meirelles oferece sua casa de dois quartos por R$ 8 mil. O muro do lado esquerdo da propriedade segura uma duna de areia prestes a entrar em seu quintal. “Quero me mudar o quanto antes. Mas não há quem compre”, diz a dona de casa.

Um novo rabisco de apocalipse “(Jesus está voltando”) já ocupa o muro. É sinal de que “ele” vem vindo. O mar.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/atafona+a+cidade+que+esta+sendo+engolida+pelo+mar/n1300019862044.html#6

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